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A Botija, um Pequeno Inventário de Histórias Fantásticas do Nordeste Brasileiro

A peça da Cia Fabulinhando chega ao Teatro do SESI Birigui em 31 de Outubro, às 15h00, e leva crianças e famílias a um mergulho no imaginário sertanejo. Entre lendas, música ao vivo e muito humor, o espetáculo convida o público a procurar o verdadeiro tesouro: as histórias que os mais velhos nos deixaram.

22/10/202615:09- atualizado às 15:10 em 22/10/2026


Crédito: Leonardo Souzza

Na trama, três netos voltam da cidade grande ao quintal da avó, no sertão, em busca de uma botija de ouro que ela dizia estar escondida na mata. A busca é o ponto de partida para encontrar outras figuras do imaginário nordestino, como a Caipora, a Mulher do Sonho e a Princesa da Serra. A peça tem entrada gratuita e classificação livre.

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Um tesouro chamado ancestralidade

A inspiração veio de uma viagem que o ator e diretor Jhoao Junnior fez em 2022 pelo interior do Rio Grande do Norte, estado onde nasceu. “Fui a cidades muito pequenas e ouvi muitas vezes uma história que estava sempre na boca do povo: a história sobre uma botija de ouro”, lembra. A lenda fala de um pote escondido, cheio de ouro, dinheiro e joias.

Durante a pesquisa, o artista ouviu donas de casa, agricultores, artesãs e bordadeiras de oito cidades do sertão potiguar. Esses relatos deram origem a uma dramaturgia que une memória, humor e a figura da avó, e que lembra como é importante ouvir e contar histórias.

Crédito: Leonardo Souzza

Os Nordestes em detalhes

O espetáculo nasceu do desejo de três artistas nordestinos, um potiguar, uma cearense e uma alagoana, de falar da região a partir de quem migrou para os grandes centros urbanos. Parte da trajetória pessoal do elenco aparece em cena.

A música é executada ao vivo por Elaine Silva, que toca viola caipira, flauta, xilofone, tambor e pandeiro. A trilha mistura canções originais com duas composições do mestre alagoano Nildo Verdelinho. A cenografia traz um painel de tapeçaria do artista potiguar Irapuan Júnior e objetos que remetem ao artesanato. Os figurinos, bordados por Maria Alencar, se inspiram na xilogravura e nas paisagens do sertão.

Em cena, Jhoao Junnior, Maria Alencar e Elaine Silva conduzem a história. O espetáculo estreou em 2024 e fez temporada no Itaú Cultural em 2025, além de passar por unidades do Sesc e por festivais no Nordeste.

Oficina para crianças e famílias

Além da peça, o SESI Birigui recebe a oficina Fabulinhando, jogos de escrita entre pais e filhos, conduzida por Jhoao Junnior. A atividade reúne crianças a partir de 6 anos e seus pais, mães ou adultos de referência em um território lúdico e criativo, onde jogos teatrais e brincadeiras estimulam a escrita e o desenho.

A oficina parte da imagem do quintal, espaço de memória presente no imaginário de pais e filhos. Perguntas como “Quais histórias contamos para as nossas crianças?” e “Quais as histórias que minha avó contava?” guiam a criação de pequenas cenas e textos a partir das histórias pessoais de cada família.

Mais do que ensinar teatro, a proposta valoriza o ato de escutar as crianças e fortalece o aprendizado que passa de geração em geração. Os participantes são convidados a levar fotografias de infância. A oficina tem duração de 3 horas e 30 vagas. Cada criança deve estar acompanhada de um adulto.

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Serviço

A Botija, um Pequeno Inventário de Histórias Fantásticas do Nordeste Brasileiro

Local: Teatro do SESI Birigui, Av. José Agostinho Rossi, 620, Jardim Sumaré, Birigui (SP).

Data: 31 de Outubro (sábado), às 15h00.

Duração: 70 minutos.

Classificação indicativa: Livre.

Entrada gratuita.

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Oficina: FABULINHANDO, jogos de escrita entre pais e filhos. 

Data: 31 de Outubro (sábado), às 10h00.

Local: Foyer do Teatro.

Duração: 3 horas.

Vagas: 30.

Recomendada para: crianças a partir de 6 anos, acompanhadas de pais, mães ou adultos de referência.

Entrada gratuita.

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